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O Concerto
Aconteceu no dia 17 de Novembro de 2002 (Domingo),
às 20h00, no Teatro Polytheama - Jundiaí/SP.

Programa

1º ATO

- Penny Lane
John Lennon/ Paul McCartney - Arr: Cláudia de Queiroz

- Steal Away
Spiritual - Arr. Joseph Jennings
Barítono: Mário Rogério Sevílio

- Freedom is coming
Folclore da África do Sul

- Desafio
Osvaldo Lacerda - Texto folclórico extraído do livro de Gustavo Barroso)

- Sanctus, da Missa Solene de Santa Cecília
Charles Gounod
Soprano: Sandra Cintra Gebran

- Ai, que saudade d'ocê
Vital Farias - Arr. Roberto Rodrigues

- Echo-song
Orlando di Lasso
Participação: Madrigal Pio X

- Missa Festiva - Kyrie, Gloria, Credo, Sanctus, Agnus Dei
John Leavitt
Piano: Otávio Henrique Piola da Silva

2º ATO

- Fantasia, op. 80
Ludwig van Beethoven
Piano: Suely de Queiroz

- Cappriciatta a tre voci / Contrappunto bestiale alla mente
Adriano Banchieri

- São João Dararão
Folclore do Piauí - Arr. Ernst Mahle

- Cuando Valparaiso
Desiderio Arenas - Arr. Carlos Hernández Silva

- De frente pro crime
João Bosco / Aldir Blanc - Arr. Lenin Gimenez

- Todo azul do mar
Flávio Venturini / Ronaldo Bastos - Arr: A. Zilahi (escrito para a Cia. Canto Vivo)

- One Day More
Do musical "Les Miserables" - C. Schönberg / H. Kretzmer
Carlos Tadeu Mantovani (Jean Valjean)
Mario Rogério Sevílio (Javert)
José Roberto Ferroli (Marius)
Jederson Heleno Machado (Thernadier)
Adriana Maria Contesini ( Mme. Thernadier - convidada)
Márcio José Dias (Enjolras - convidado)
Sandra Cintra Gebran (Cosette - convidada) é Dias (Enjolras - convidado)
Renata Sampaio (Eponine - convidada)


Ficha Técnica

Direção Artística e Regência: Cláudia de Queiroz

Regente Assistente: Sílvia Carla Garcia

Preparação vocal: Mário Rogério Sevílio

Direção Cênica: Fábio Issao Ikuhara (Direção geral), Reynaldo Puebla ("De frente pro crime" / "Todo azul do mar"), Maria Carolina Scartezini

Roteiro: Fábio Issao Ikuhara

Textos: Fábio Issao Ikuhara, Rita Foelker, Adilson Leite

Projeto de Iluminação: Marcelo Peroni

Operação de Luz: Rosangela Torrezin

Edição do Vídeo:
Francisco Vital Jr.

Locução (vídeo): Carlos Cunha

Programação visual (cartazes, libretos e convites): Thomas Sascha Samassa Merk

Som: IN Som e Luz

Produção: Cia. Canto Vivo


Convidados

Violino: Luciane Cristine Garcia, Alexandre de Queiroz

Viola: Gláucia Chignolli

Violoncelo: Liana Pereira

Contrabaixo: Sandra Cintra Gebran

Flauta: Cláudia Guedes de Oliveira, ábio Del Antonio Taveira

Clarinete: Silvio Ricardo Garcia

Percussão: Ariel Lambrecht, Sílvia Carla Garcia, Samuel Voelzke

Piano: Suely de Queiroz, Otávio Enrique Piola da Silva

Bailarinos: Lisiane Pandini, Vladimir de Castro

Atores: Marcelo Peroni, Aline Araújo

Cantores convidados:
Sandra Cintra Gebran
Adriana Maria Contesini
Márcio José Dias
Renata Sampaio

Coral convidado:
Madrigal Pio X
Regente: Marco Antonio de Almeida Cunha


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"Cia. Canto Vivo" e seus 15 anos de eternidade
(Crônica publicada no Jornal de Jundiaí no dia 24/11/02)

"O artista é o criador de coisas belas." (Oscar Wilde)

Mau egresso do XIV Encontro de Corais de Jundiaí, o Teatro Polytheama esteve novamente tomado pelo canto. Do Festival da doçura, que passou lavando a alma, vimo-nos agora, no domingo seguinte, diante do supra-sumo desta arte mais que feliz. A bela-arte subiu ao palco com a Cia Canto Vivo em seu "Concerto 15 anos". Ratificou, mais uma vez, sua maioridade precoce. Mostrou o seu horizonte perseguido, o já alcançado, e o modo como caminha em sua direção: a saltos qüânticos.

Foi assim que a história deste coral, hoje "Cia Canto Vivo", esteve contada e cantada, desde a sua criação até a sua singular projeção no meio cultural. Revelou, sem dizer, que, do ponto de vista da forma, o modelo de todas as artes é a do músico e, especialmente, músicos instrumentistas vocais. Também sobre aquele tablado, esteve a profissão de ator, o modelo de todas as artes do ponto de vista do sentimento, seguindo-se a arte poética que do ponto de vista da superfície e símbolo, ou gênese de toda atividade artística, modelo no alimentar e dar vida, por sensibilidade e imaginação, a conceitos, e, finalmente, esteve a dança no ponto de vista da expressão antecipada do vir-a-ser".

A junção destas multidisciplinas, independeu de atrativo e emoção, pois suas atuações estiveram centradas em contribuição à satisfação estética universal. Um casamento perfeito que, em sua beleza, favoreceu o juízo-de-gosto puro. Tratou-se de uma grande produção da "Cia. Canto Vivo", que soube elevá-la à maior perfeição e, assim, voar livre, em que pesem o rigor técnico-profissional, não aparente, apenas adivinhado, e também entre os participantes convidados e em aporte. Consagrou-se a direção artística e regência, e do mesmo modo passando pela regência cênica, roteiro, textos, projeto de iluminação e operação de luz, edição de vídeo, locução, programação visual e som.

Com o misto, não haveria critério para julgamento. A determinação formal da unidade composta pelos diversos, levou a "Cia. Canto Vivo" apresentar a harmonia na sua coesão de plurais, como medida de adição, de ganho da beleza, do aumento do prazer em felicidade. Deste modo, em seu Concerto de 15 anos, pôde começar apresentando a colorida Penny Lane dos Beatles, visualmente estampada na roupagem inicial do coral, e, depois de percorrer folclore, spiritual, música sacra, erudita e MPB, encerrar, no Segundo Ato, com o cênico One day more do musical "Les Misérables", e que esteve extraordinário.

De pé, a platéia pediu "bis", mas pelos critérios já discutidos, isso não seria possível, mesmo que fosse Onde day more. Ficou por conta da alma de cada um de nós, a reflexão sonora do canto apresentado com o valor da beleza, uma jóia por excelência, um canto vivo no coração, um coração com elemento do Universo Absoluto. Neste princípio, a consciência humana, através destes coralistas, alçou-se, em noite inesquecível, aos confins do cosmo.

Em tempo: sem se deixar transparecer, o rigor da técnica coral e a tudo que o espetáculo necessita, vem se constituindo no selo mais do que sutil da "Cia. Canto Vivo", garantindo a modulação da paixão artística, e que não limita ou aprisiona o coralista ou demais executantes, mas os libertam pela competência, e mais, o todo funde-se com a platéia, pois, esta, no seu amor pelo canto, pôde, exemplarmente, voar entre asas seguras, alcançando primeiro a sublimidade, depois a emoção com a qual ela se vincula, onde o critério de julgamento ultrapassa o juízo estético, ou melhor, está na linguagem do sentir-(se), ou coisa do coração. Em suma, a poética do prazer em expressão vocal, como concerto (leia-se harmonia), decodificou a doce melodia de onde viemos, descobrindo o que somos e, assim, norteando para onde vamos. Nem isso escapou ao texto do espetáculo como arte divinal.

Quem viveu o Polytheama desta noite não saiu do espetáculo. Encontramo-nos em canto vivo e, como tal, identificados universalmente como humanos, humanos consubstanciados da leveza do sutil, mostrando o "para que viemos". Estamos todos de parabéns. A "Cia. Canto Vivo" é um orgulho para nossa cidade, e um patrimônio da humanidade.

Jairo Ramos Toffanetto
Astrólogo e escritor
Canto em Transe
Concerto
de Inverno

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O Clube da Gula
15 Anos
Os Miseráveis
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